Além do estudo de impacto ambiental, em curso, vão ser
encomendados mais dois
O futuro do terminal de contentores do Barreiro vai estar nas mãos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). O Governo encarregou esta instituição pública de realizar um estudo de viabilidade técnica para a implantação de um canal de navegação compatível com a dimensão dos actuais e futuros navios porta-contentores (dragagens de instituição) e para as implicações das dragagens de manutenção ao longo do tempo de vida desta potencial infraestrutura portuária.
Em paralelo, o Ministério do Mar irá encomendar um estudo de
viabilidade económico-financeira de todo o projecto, não só na questão das
referidas acessibilidades marítimo-fluviais, mas também no domínio das
acessibilidades terrestres. Estes dois estudos decorrerão em simultâneo com o estudo
em curso de impacto ambiental, lançado na anterior legislatura.
“Prosseguirá o estudo de impacto ambiental que está previsto
concluir em Julho. A consulta pública estaria prevista para Agosto e foi
encurtada pelo anterior Governo de 45 para 20 dias. Naturalmente que
alteraremos este procedimento. É um assunto demasiado importante para ser
apreciado pelas populações e entidades públicas de forma rápida num mês em que
o País está de férias. Assim, a consulta pública será de 45 dias e terá início
em Setembro, quando os portugueses regressam de férias”, garantiu Ana Paula
Vitorino na audição às Comissões Parlamentares de Finanças, Economia e
Agricultura e Mar, na passada quinta-feira, no âmbito da discussão na
especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2016.
“Será (…) feito um estudo económico-financeiro, pois apenas
foi até agora realizado um estudo prévio e baseado num estudo que uma empresa
privada espanhola tinha desenvolvido. Portanto, será realizado um estudo de
viabilidade económico-financeira correcto e aprofundado sobre esta matéria.
Este estudo não atrasa o calendário, uma vez que pode ser desenvolvido em
simultâneo com o estudo de impacto ambiental”, explicou.
Após a conclusão do estudo de impacto ambiental, a ministra
sublinha que tem de se “fazer a escolha de corredores (de navegação), o que
remete para a área das dragagens”.
Ana Paula Vitorino desmentiu que estes estudos vão atrasar a
decisão sobre o projecto lançado pelo anterior Governo. “Não estou a dizer que
a realização desses estudos atrase [a decisão]. Quer dizer melhor decisão. A
questão das dragagens tem que estar devidamente fundamentada por uma entidade
certificada, o LNEC. O estudo económico-financeiro não atrasa coisa nenhuma
porque pode começar imediatamente a ser feito em condições. Não existe nenhuma
alteração em relação ao calendário anteriormente assumido. No início do próximo
ano poderá ser tomada uma decisão, mas não este ano”, assumiu a ministra do
Mar.
Fonte: Diário Económico
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