segunda-feira, 14 de março de 2016

Drewry alerta para os ganhos marginais decrescentes dos porta-contentores, de e acima dos 18 000 TEUs

Segundo um estudo recente da consultora Drewry, as principais linhas de transporte marítimo de contentores têm vindo a construir navios de maior dimensão com vista a tentar diminuir os custos por unidade transportada e consequentemente melhorar a rentabilidade.

No entanto, se é certo que os custos de transporte por unidade têm diminuído, os custos dos portos e de movimentação de carga têm vindo a aumentar, estando, a pouco e pouco, a atenuar os respectivos ganhos.

Os mega-porta-contentores exigem canais de navegação mais profundos, mais equipamentos em terra para movimentação das cargas e mesmo mais espaço para armazenagem, o que conduz também a maiores custos e, por isso mesmo, a ganhos moderados em toda a cadeia logística.

Para além disso, o aumento esperado do número desses navios (mais 56 unidades em 2016) não deixará de conduzir igualmente a um aumento da pressão sobre alguns portos.

Segundo o referido estudo, estima-se que com as actuais condições de eficiência dos portos, os potenciais ganhos possam não vir a ser superiores a 5%, com a agravante de obrigarem a significativos investimentos para poderem receber os novos navios.

Chama-se igualmente a atenção: - para os perigos ambientais decorrentes da necessidade de dragagens a maiores profundidades, - para a concentração de carga num número cada vez menor de navios, bem como a redução da frequência dos serviços.

Fontes: Estudo da Drewry e Jornal da Economia do Mar

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