Segundo um estudo recente da consultora Drewry, as principais
linhas de transporte marítimo de contentores têm vindo a construir navios de maior
dimensão com vista a tentar diminuir os custos por unidade transportada e
consequentemente melhorar a rentabilidade.
No entanto, se é certo que os custos de transporte por
unidade têm diminuído, os custos dos portos e de movimentação de carga têm
vindo a aumentar, estando, a pouco e pouco, a atenuar os respectivos ganhos.
Os mega-porta-contentores exigem canais de navegação mais
profundos, mais equipamentos em terra para movimentação das cargas e mesmo mais
espaço para armazenagem, o que conduz também a maiores custos e, por isso
mesmo, a ganhos moderados em toda a cadeia logística.
Para além disso, o aumento esperado do número desses navios (mais
56 unidades em 2016) não deixará de conduzir igualmente a um aumento da pressão
sobre alguns portos.
Segundo o referido estudo, estima-se que com as actuais condições
de eficiência dos portos, os potenciais ganhos possam não vir a ser superiores
a 5%, com a agravante de obrigarem a significativos investimentos para poderem
receber os novos navios.
Chama-se igualmente a atenção: - para os perigos ambientais
decorrentes da necessidade de dragagens a maiores profundidades, - para a
concentração de carga num número cada vez menor de navios, bem como a redução
da frequência dos serviços.
Fontes: Estudo da Drewry e Jornal da Economia do Mar

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