segunda-feira, 14 de março de 2016

Projectar o futuro no porto de Setúbal



Melhoria dos Acessos Marítimos ao Porto de Setúbal

OBJETIVOS

Passar a receber, para além dos navios porta-contentores de 2ª geração, com 10 m de calado em qualquer maré, navios de 3ª e 4ª geração Panamax (1ª fase) e Panamax 2000, com 13 m (2ª fase).
  • Com o aumento dos calados dos navios e a ampliação do Canal do Panamá, torna-se necessário receber navios maiores para manter a posição relativa do porto a nível ibérico e nacional.
  • Sendo o acesso marítimo um fator determinante na redução do frete marítimo, beneficiando as indústrias da região, e na escolha de um porto pelos carregadores, designadamente os utilizadores do transporte rodoviário, este projeto constituirá um importante estímulo ao transporte marítimo e às Auto-estradas do Mar.


CARACTERIZAÇÃO


O projeto engloba a dragagem faseada e com acompanhamento ambiental:
  • 1ª fase – Canal da Barra a -14m (ZH) e Canal Norte a -13m(ZH),
  • 2ª fase – Canal da Barra a -15m (ZH) e Canal Norte a -14m(ZH), 
Os fundos atuais são: -12,5m (ZH) no Canal da Barra e -11,5m (ZH) no Canal Norte

Fonte:Website da APSS.

Drewry alerta para os ganhos marginais decrescentes dos porta-contentores, de e acima dos 18 000 TEUs

Segundo um estudo recente da consultora Drewry, as principais linhas de transporte marítimo de contentores têm vindo a construir navios de maior dimensão com vista a tentar diminuir os custos por unidade transportada e consequentemente melhorar a rentabilidade.

No entanto, se é certo que os custos de transporte por unidade têm diminuído, os custos dos portos e de movimentação de carga têm vindo a aumentar, estando, a pouco e pouco, a atenuar os respectivos ganhos.

Os mega-porta-contentores exigem canais de navegação mais profundos, mais equipamentos em terra para movimentação das cargas e mesmo mais espaço para armazenagem, o que conduz também a maiores custos e, por isso mesmo, a ganhos moderados em toda a cadeia logística.

Para além disso, o aumento esperado do número desses navios (mais 56 unidades em 2016) não deixará de conduzir igualmente a um aumento da pressão sobre alguns portos.

Segundo o referido estudo, estima-se que com as actuais condições de eficiência dos portos, os potenciais ganhos possam não vir a ser superiores a 5%, com a agravante de obrigarem a significativos investimentos para poderem receber os novos navios.

Chama-se igualmente a atenção: - para os perigos ambientais decorrentes da necessidade de dragagens a maiores profundidades, - para a concentração de carga num número cada vez menor de navios, bem como a redução da frequência dos serviços.

Fontes: Estudo da Drewry e Jornal da Economia do Mar

sexta-feira, 4 de março de 2016

Porto de Lisboa e os Portos de Setúbal e Sesimbra passam a ter um conselho de administração comum

O Governo aprovou nesta quinta-feira em Conselho de Ministros alterações na orgânica das administrações portuárias, impondo que o Porto de Lisboa e os Portos de Setúbal e Sesimbra passam a ter um conselho de administração comum, “em regime de acumulação de funções”. O objectivo, segundo o executivo, é avançar com um planeamento estratégico que promova “sinergias organizacionais e operacionais de ambas as empresas”.

Este conselho de administração será responsável por elaborar “um plano estratégico comum às duas administrações portuárias”, estabelecendo-se que este deve ter em conta a criação de "serviços partilhados e um posicionamento de promoção das potencialidades de captação de investimento nacional e estrangeiro das duas estruturas portuárias estruturais da área metropolitana de Lisboa”.

Fonte: Jornal Público 3/3/2016

terça-feira, 1 de março de 2016

Terminal de contentores do Barreiro - Novos Estudos

Além do estudo de impacto ambiental, em curso, vão ser encomendados mais dois

O futuro do terminal de contentores do Barreiro vai estar nas mãos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). O Governo encarregou esta instituição pública de realizar um estudo de viabilidade técnica para a implantação de um canal de navegação compatível com a dimensão dos actuais e futuros navios porta-contentores (dragagens de instituição) e para as implicações das dragagens de manutenção ao longo do tempo de vida desta potencial infraestrutura portuária. 

Em paralelo, o Ministério do Mar irá encomendar um estudo de viabilidade económico-financeira de todo o projecto, não só na questão das referidas acessibilidades marítimo-fluviais, mas também no domínio das acessibilidades terrestres. Estes dois estudos decorrerão em simultâneo com o estudo em curso de impacto ambiental, lançado na anterior legislatura. 

“Prosseguirá o estudo de impacto ambiental que está previsto concluir em Julho. A consulta pública estaria prevista para Agosto e foi encurtada pelo anterior Governo de 45 para 20 dias. Naturalmente que alteraremos este procedimento. É um assunto demasiado importante para ser apreciado pelas populações e entidades públicas de forma rápida num mês em que o País está de férias. Assim, a consulta pública será de 45 dias e terá início em Setembro, quando os portugueses regressam de férias”, garantiu Ana Paula Vitorino na audição às Comissões Parlamentares de Finanças, Economia e Agricultura e Mar, na passada quinta-feira, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2016.

“Será (…) feito um estudo económico-financeiro, pois apenas foi até agora realizado um estudo prévio e baseado num estudo que uma empresa privada espanhola tinha desenvolvido. Portanto, será realizado um estudo de viabilidade económico-financeira correcto e aprofundado sobre esta matéria. Este estudo não atrasa o calendário, uma vez que pode ser desenvolvido em simultâneo com o estudo de impacto ambiental”, explicou.
Após a conclusão do estudo de impacto ambiental, a ministra sublinha que tem de se “fazer a escolha de corredores (de navegação), o que remete para a área das dragagens”. 

Ana Paula Vitorino desmentiu que estes estudos vão atrasar a decisão sobre o projecto lançado pelo anterior Governo. “Não estou a dizer que a realização desses estudos atrase [a decisão]. Quer dizer melhor decisão. A questão das dragagens tem que estar devidamente fundamentada por uma entidade certificada, o LNEC. O estudo económico-financeiro não atrasa coisa nenhuma porque pode começar imediatamente a ser feito em condições. Não existe nenhuma alteração em relação ao calendário anteriormente assumido. No início do próximo ano poderá ser tomada uma decisão, mas não este ano”, assumiu a ministra do Mar.


Fonte: Diário Económico