Fonte: PortNews Porto de Setúbal nº 583
segunda-feira, 21 de março de 2016
segunda-feira, 14 de março de 2016
Melhoria dos Acessos Marítimos ao Porto de Setúbal
OBJETIVOS
Passar a receber, para além dos navios porta-contentores de
2ª geração, com 10 m de calado em qualquer maré, navios de 3ª e 4ª geração
Panamax (1ª fase) e Panamax 2000, com 13 m (2ª fase).
- Com o aumento dos calados dos navios e a ampliação do Canal do Panamá, torna-se necessário receber navios maiores para manter a posição relativa do porto a nível ibérico e nacional.
- Sendo o acesso marítimo um fator determinante na redução do frete marítimo, beneficiando as indústrias da região, e na escolha de um porto pelos carregadores, designadamente os utilizadores do transporte rodoviário, este projeto constituirá um importante estímulo ao transporte marítimo e às Auto-estradas do Mar.
CARACTERIZAÇÃO
O projeto engloba a dragagem faseada e com acompanhamento
ambiental:
- 1ª fase – Canal da Barra a -14m (ZH) e Canal Norte a -13m(ZH),
- 2ª fase – Canal da Barra a -15m (ZH) e Canal Norte a -14m(ZH),
Fonte:Website da APSS.
Drewry alerta para os ganhos marginais decrescentes dos porta-contentores, de e acima dos 18 000 TEUs
Segundo um estudo recente da consultora Drewry, as principais
linhas de transporte marítimo de contentores têm vindo a construir navios de maior
dimensão com vista a tentar diminuir os custos por unidade transportada e
consequentemente melhorar a rentabilidade.
No entanto, se é certo que os custos de transporte por
unidade têm diminuído, os custos dos portos e de movimentação de carga têm
vindo a aumentar, estando, a pouco e pouco, a atenuar os respectivos ganhos.
Os mega-porta-contentores exigem canais de navegação mais
profundos, mais equipamentos em terra para movimentação das cargas e mesmo mais
espaço para armazenagem, o que conduz também a maiores custos e, por isso
mesmo, a ganhos moderados em toda a cadeia logística.
Para além disso, o aumento esperado do número desses navios (mais
56 unidades em 2016) não deixará de conduzir igualmente a um aumento da pressão
sobre alguns portos.
Segundo o referido estudo, estima-se que com as actuais condições
de eficiência dos portos, os potenciais ganhos possam não vir a ser superiores
a 5%, com a agravante de obrigarem a significativos investimentos para poderem
receber os novos navios.
Chama-se igualmente a atenção: - para os perigos ambientais
decorrentes da necessidade de dragagens a maiores profundidades, - para a
concentração de carga num número cada vez menor de navios, bem como a redução
da frequência dos serviços.
Fontes: Estudo da Drewry e Jornal da Economia do Mar
sexta-feira, 4 de março de 2016
Porto de Lisboa e os Portos de Setúbal e Sesimbra passam a ter um conselho de administração comum
O Governo aprovou
nesta quinta-feira em Conselho de Ministros alterações na orgânica das
administrações portuárias, impondo que o Porto de Lisboa e os Portos de Setúbal
e Sesimbra passam a ter um conselho de administração comum, “em regime de
acumulação de funções”. O objectivo, segundo o executivo, é avançar com um planeamento
estratégico que promova “sinergias organizacionais e operacionais de ambas as
empresas”.
Este conselho de administração será responsável por elaborar
“um plano estratégico comum às duas administrações portuárias”,
estabelecendo-se que este deve ter em conta a criação de "serviços
partilhados e um posicionamento de promoção das potencialidades de captação de
investimento nacional e estrangeiro das duas estruturas portuárias estruturais
da área metropolitana de Lisboa”.
Fonte: Jornal Público 3/3/2016
terça-feira, 1 de março de 2016
Terminal de contentores do Barreiro - Novos Estudos
Além do estudo de impacto ambiental, em curso, vão ser
encomendados mais dois
O futuro do terminal de contentores do Barreiro vai estar nas mãos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). O Governo encarregou esta instituição pública de realizar um estudo de viabilidade técnica para a implantação de um canal de navegação compatível com a dimensão dos actuais e futuros navios porta-contentores (dragagens de instituição) e para as implicações das dragagens de manutenção ao longo do tempo de vida desta potencial infraestrutura portuária.
Em paralelo, o Ministério do Mar irá encomendar um estudo de
viabilidade económico-financeira de todo o projecto, não só na questão das
referidas acessibilidades marítimo-fluviais, mas também no domínio das
acessibilidades terrestres. Estes dois estudos decorrerão em simultâneo com o estudo
em curso de impacto ambiental, lançado na anterior legislatura.
“Prosseguirá o estudo de impacto ambiental que está previsto
concluir em Julho. A consulta pública estaria prevista para Agosto e foi
encurtada pelo anterior Governo de 45 para 20 dias. Naturalmente que
alteraremos este procedimento. É um assunto demasiado importante para ser
apreciado pelas populações e entidades públicas de forma rápida num mês em que
o País está de férias. Assim, a consulta pública será de 45 dias e terá início
em Setembro, quando os portugueses regressam de férias”, garantiu Ana Paula
Vitorino na audição às Comissões Parlamentares de Finanças, Economia e
Agricultura e Mar, na passada quinta-feira, no âmbito da discussão na
especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2016.
“Será (…) feito um estudo económico-financeiro, pois apenas
foi até agora realizado um estudo prévio e baseado num estudo que uma empresa
privada espanhola tinha desenvolvido. Portanto, será realizado um estudo de
viabilidade económico-financeira correcto e aprofundado sobre esta matéria.
Este estudo não atrasa o calendário, uma vez que pode ser desenvolvido em
simultâneo com o estudo de impacto ambiental”, explicou.
Após a conclusão do estudo de impacto ambiental, a ministra
sublinha que tem de se “fazer a escolha de corredores (de navegação), o que
remete para a área das dragagens”.
Ana Paula Vitorino desmentiu que estes estudos vão atrasar a
decisão sobre o projecto lançado pelo anterior Governo. “Não estou a dizer que
a realização desses estudos atrase [a decisão]. Quer dizer melhor decisão. A
questão das dragagens tem que estar devidamente fundamentada por uma entidade
certificada, o LNEC. O estudo económico-financeiro não atrasa coisa nenhuma
porque pode começar imediatamente a ser feito em condições. Não existe nenhuma
alteração em relação ao calendário anteriormente assumido. No início do próximo
ano poderá ser tomada uma decisão, mas não este ano”, assumiu a ministra do
Mar.
Fonte: Diário Económico
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