As coisas parecem não estar fáceis para o pessoal que está pensar ir para o mar.
O mercado de registo de navios é "livre"(*) o que faz com que os principais armadores dos países desenvolvidos tenham a esmagadora maioria das suas frotas (2/3) registadas sob bandeiras estrageiras (de conveniência). Com isso têm acesso facilitado à contratação de pessoal marítimo estrangeiro com níveis salarias muito mais baixos dos que são praticados no respectivo país de origem.
Quem mais contribui para que os salários não subam, são os tripulantes de nacionalidade Filipina que já representam 11% do total da mão-de-obra marítima a circular pelo mundo. Formam-se por ano cerca de 280.000 estudantes nas escolas náuticas locais e existem hoje entre 200.000 a 250.000 empregados nas várias empresas marítimas mundiais.
É curioso verificar que, historicamente, mesmo em períodos em que a procura de tripulantes por parte das empresas é superior à oferta os salários teimaram em não subir isto apesar de estarmos num mercado livre – trata de uma situação paradoxal.
Quanto ao futuro parece que as coisas vão ficar ainda mais difíceis. A frota de mundial é composta por navios de dimensão cada vez maior que regra geral utilizam o mesmo numero de tripulantes do que os navios mais pequenos. Vai haver portanto uma pressão adicional sobre a oferta.
Também não estará para muito longe o dia em que os navios passem a dispor de tecnologia que lhe permita navegarem em segurança sem qualquer tripulante a bordo.
Este navio graneleiro da Vale tem capacidade para 400.000 toneladas de minério de ferro. O navio poderia transportar o equivalente em peso a 487.804 carros populares.
(*) Entende-se por mercado livre: quando é permitido entrar e sair livremente; os "players" concorrem uns com os outros; os consumidores têm várias alternativas e o número de competidores é suficiêntemente amplo.


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