sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Objectivos dos Portos: Alavancar mais a economia

Penso que a situação dos portos portugueses justifica plenamente em minha opinião a aposta do Governo nos Portos, para que passem a alavancar mais a economia.
Apesar das melhorias grandes que têm vindo a ser introduzidas pelas APs nos últimos anos, e do apoio dos portos às exportações, não tem havido uma aposta nacional nos portos nos últimos 20 anos.
Somos o 8º país do mundo em competitividade nas estradas e o 47º em portos (a nossa economia está em 46º em termos de competitividade global – ver quadro abaixo).
Para os portos alavancarem a economia teriam que ser mais competitivos que esta. Como estão fazem apenas a sua função, sem a alavancarem mais, sem puxarem por ela.
Os portos nunca foram uma aposta do Governo até agora, como o foram em Espanha, ou como foram as estradas em Portugal. Por isso os nossos portos são pouco modernos em infra-estruturas, comparados com outros (Barcelona, Algeciras, Valência, Tanger).
A isso junta-se a falta de massa crítica, o limite do hinterland às nossas fronteiras, a dificuldade administrativa em ampliar terminais e portos (ver Alcântara).
Sines é um caso à parte que pode fazer (faz) a diferença. Mas está em arranque.
Por isso acho que os portos não estão ainda a alavancar a economia. Por isso precisam desta aposta do Governo, que se justifica.
Junto ainda a burocracia, custos parasitas e a descoordenação de entidades nos portos, os monopólios e oligopólios, a falta de transparência dos custos, a inflexibilidade da mão-de-obra portuária que não tem respeito pelos portugueses, nem pelos que tem que pagar os seus custos, os custos de estivadores e empresas de estiva. As ineficiências e gorduras. A rigidez aduaneira.


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