Penso
que a situação dos portos portugueses justifica plenamente em minha
opinião a aposta do Governo nos Portos, para que passem a alavancar mais
a economia.
Apesar
das melhorias grandes que têm vindo a ser introduzidas pelas APs nos
últimos anos, e do apoio dos portos às exportações, não tem havido uma
aposta nacional nos portos nos últimos 20 anos.
Somos
o 8º país do mundo em competitividade nas estradas e o 47º em portos (a
nossa economia está em 46º em termos de competitividade global – ver
quadro abaixo).
Para
os portos alavancarem a economia teriam que ser mais competitivos que
esta. Como estão fazem apenas a sua função, sem a alavancarem mais, sem
puxarem por ela.
Os
portos nunca foram uma aposta do Governo até agora, como o foram em
Espanha, ou como foram as estradas em Portugal. Por isso os nossos
portos são pouco modernos em infra-estruturas, comparados com outros
(Barcelona, Algeciras, Valência, Tanger).
A
isso junta-se a falta de massa crítica, o limite do hinterland às
nossas fronteiras, a dificuldade administrativa em ampliar terminais e
portos (ver Alcântara).
Sines é um caso à parte que pode fazer (faz) a diferença. Mas está em arranque.
Por isso acho que os portos não estão ainda a alavancar a economia. Por isso precisam desta aposta do Governo, que se justifica.
Junto
ainda a burocracia, custos parasitas e a descoordenação de entidades
nos portos, os monopólios e oligopólios, a falta de transparência dos
custos, a inflexibilidade da mão-de-obra portuária que não tem respeito
pelos portugueses, nem pelos que tem que pagar os seus custos, os custos
de estivadores e empresas de estiva. As ineficiências e gorduras. A
rigidez aduaneira.

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