domingo, 18 de dezembro de 2011

Mobilidade Urbana - Tendências


O sucesso nos transportes urbanos em Portugal passará por nunca deixar de investir em tecnologia.

Pouco faltará para podermos através do nosso telemóvel saber quanto tempo levamos de um ponto ao outro (tal como no GPS do nosso carro); qual o transporte que está mais próximo do local onde estamos; quais os modos de transporte à disposição (e respectivo custo) e se necessitamos ou não de transbordo até ao destino final.

Provavelmente utilizaremos vários modos de transporte, haverá "táxis partilhados" e a "bicicleta" e a "caminhada" passarão a fazer parte do percurso uma vez que têm impactos benéficos sobre a nossa saúde.

Os autocarros tenderão a ser mais pequenos e farão distâncias  mais longas entre paragens de modo a garantir uma maior taxa de ocupação. Nas mesmas carreiras vão ser utilizados autocarros de uma forma intermitente e nem todos os autocarros vão parar em todas as estações de uma mesma linha.

Para tentar introduzir alguma sustentabilidade financeira no sistema haverá privatizações que trarão receitas adicionais para o Estado e um efeito positivo de fazer pressão competitiva sobre as restantes empresas em actividade – a experiência evidência que serão de esperar reduções de custos significativas.

No centros urbanos (embora a meu ver de difícil aceitação por parte dos cidadãos), há quem defenda que poderão ser canalizadas para o sistema outras formas de receitas designadamente as provenientes de:

  • beneficiários indirectos, como proprietários de terrenos valorizados pelas acessibilidades neste caso através do IMI (imposto municipal sobre imóveis);
  • automobilistas beneficiados pela redução do congestionamento;
  • sobretaxa de estacionamento para não residentes.


A lógica subjacente é a de que "o que conta para os utentes é a diferença de custos entre o transporte individual e o transporte colectivo" e “se o transporte colectivo não pode ser aumentado, então aumenta-se o individual”.




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Nota final: este “post” resulta das notas que tirei no dia 13/12/2011, na Conferência "Mobilidade Urbana", inserida no Ciclo de Conferências intitulado "Transportes ao Serviço da Economia", evento(s) promovido(s) pela Revista CARGO, a Associação Seaborne Portugal e a ADFERSIT, e com o apoio do Grupo de Transportes do Instituto Superior Técnico (IST), cuja participação não posso deixar de recomendar.

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