terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Empresas Chinesas interessadas nos portos Portugueses

Uma das maiores empresas de construção do mundo, a chinesa CCCC, e um banco de investimento, o China Developent Bank, querem investir em Portugal. Foi isso mesmo que disseram esta terça-feira à ministra do Mar no final da sua visita a Pequim. Ana Paula Vitorino está na China numa missão com vista a captar investimento para os portos portugueses.
A China Communications Construction Campany (CCCC), que constrói não so infraestruturas como os próprios equipamentos, manifestou interesse em entrar no portos portugueses, em consórcio. Também o China Developent Bank (CDB), que dispõe de uma linha de mil milhões de euros para financiar projetos em Língua Portuguesa, disse a Ana Paula Vitorino que tem muito interesse no plano de modernização portuário.
Recorde-se que Portugal tem um plano de investimento nos portos nacionais estimado em 2,5 mil milhões de euros. Um plano considerado essencial num ano em que os portos estão bater mensalmente recordes na movimentação de mercadorias.
A Missão portuguesa que está na China para captar investimento para os portos nacionais segue agora para Xangai.


APLOP Newsletter

Moçambique - Dragagens no Porto da Beira

O canal de acesso ao Porto da Beira está a ser submetido a uma dragagem de emergência, de modo a permitir a acostagem de navios de maior tonelagem. A operação vai durar seis meses, de acordo com AIM.
O projecto está orçado em cerca de 25 milhões de euros, desembolsados pelos CFM.
Os trabalhos estão a cargo de uma empresa holandesa denominada Van Ôord Mozambique, Lda, que venceu o concurso internacional e cujo contrato teve início a 20 de Outubro, com a mobilização dos equipamentos para o Porto da Beira. A fiscalização da obra será assegurada pelos CFM.
Segundo os mentores do projecto, esta dragagem de emergência permitirá a reposição das larguras do canal de 135 e 250 metros, bem como as cotas de menos oito e menos 9.20 metros nos troços rectos e na curva de Macuti, respectivamente.
Terminada a dragagem, espera-se que o Porto da Beira volte a ser demandado por navios de tipo Panamax, com até 60 mil toneladas de peso bruto, operando 24 horas por dia. Actualmente, apenas podem acostar no Porto da Beira navios com até 30 mil toneladas de arqueação bruta.

Depois desta dragagem de emergência, seguir-se-á outra de manutenção por um período de 18 meses, que será regida por um outro contrato.

O Porto da Beira serve como ponto de entrada e saída das mercadorias de alguns países da África Austral sem acesso directo ao mar, como o Zimbabwe, Zâmbia, Malawi e República Democrática de Congo

Fonte: Newsletter APLOPP

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Dragagens Lagoa de Óbidos entre 2108 e 2020

A segunda fase de dragagens da Lagoa de Óbidos, um investimento de 16,8 milhões de euros para retirar 850 mil metros cúbicos de areia, foi esta quinta-feira aprovado em Conselho de Ministros e será realizada entre 2018 e 2020.
A autorização da despesa para a “execução da empreitada das dragagens da zona superior da Lagoa de Óbidos e tratamento dos materiais dragados” foi esta quinta-feira divulgada num comunicado do Conselho de Ministros que prevê a realização da obra “entre 2018 e 2020”.
A intervenção integra-se no Plano de Ordenamento da Orla Costeira Alcobaça-Mafra e corresponde à segunda fase de dragagens na Lagoa de Óbidos, que prevê a retirada de 850 mil metros cúbicos de areia do canal central, de um canal no braço do Bom Sucesso e de outro na Barrosa.
A empreitada inclui ainda a valorização de uma área de 78 hectares a montante do rio Real, numa zona que que no passado foi já utilizada na deposição de dragados.
Os trabalhos a realizar pretendem aumentar a quantidade e qualidade de água armazenada na Lagoa, evitar o isolamento dos braços da Barrosa e Bom Sucesso e contrariar a progressão da Foz do Rio Real, onde se têm acumulado os sedimentos.
O projeto das dragagens do corpo superior da Lagoa é da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), cujo presidente, Nuno Lacasta, numa reunião pública da Comissão de Acompanhamento da Lagoa, realizada em maio de 2016 na Foz do Arelho, anunciou que a obra deveria arrancar até ao final de 2017 e prolongar-se por cerca de um ano.
Em dezembro do ano passado, o Ministério do Ambiente anunciou que a candidatura a fundos comunitários, no valor de 16,8 milhões de euros, havia sido aprovada pelo PO SEUR (Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos), permitindo a realização de “um conjunto de dragagens que irá contribuir para o aumento da superfície e volume da Lagoa, assim como irá promover uma melhoria da qualidade da água armazenada e evitar o isolamento dos Braços da Barrosa e do Bom Sucesso”.
A intervenção agora aprovada sucede à primeira fase das dragagens na Lagoa, que resultou na retirada 716 mil metros cúbicos de areia para combater o assoreamento que periodicamente fecha o canal de ligação ao mar, pondo em causa a sobrevivência dos bivalves.
A Lagoa de Óbidos é o sistema lagunar costeiro mais extenso da costa portuguesa, com uma área de 6,9 quilómetros quadrados que fazem fronteira terrestre com o concelho das Caldas da Rainha a Norte (freguesias da Foz do Arelho e Nadadouro) e com o concelho de Óbidos a Sul (freguesias de Vau e Santa Maria).

Fonte: http://observador.pt/2017/12/14/conselho-de-ministros-aprova-dragagem-de-168-milhoes-de-euros-na-lagoa-de-obidos/

sábado, 11 de novembro de 2017

Grupo de trabalho - Dragagem no porto de Santos

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, assinou a portaria que cria o grupo de trabalho responsável por analisar a proposta de privatização da gestão da dragagem do Porto de Santos; entra em vigor a partir da sua publicação no Diário Oficial da União.
“A dragagem é a prioridade número um para qualquer porto brasileiro ou do mundo”, destacou Quintella.
A assinatura da portaria ocorreu em uma cerimônia simbólica na sede do Ministério, em Brasília, e contou com a participação do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, do diretor-presidente substituto da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos), Francisco José Adriano, e dos deputados federais da Baixada Santista Beto Mansur (PRB) e Marcelo Squassoni (PRB).
O grupo de trabalho contará com representantes do Governo Federal e da iniciativa privada. A coordenação será do gabinete do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação (MTPAC). Servidores de outros órgãos da pasta, como a secretaria-executiva, a Secretaria Nacional de Portos e a Secretaria de Fomentos e Parcerias, também farão parte das discussões.
Técnicos da Antaq e da Codesp estarão presentes no grupo de trabalho, assim como agentes da Casa Civil da Presidência da República, da Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. De acordo com o MTPAC, um representante dos arrendatários do Porto será convidado para participar.
Todos os membros terão cinco dias para indicar seus representantes.
Caberá ao MTPAC regulamentar os trabalhos, além de indicar e substituir membros e convidar representantes de outros órgãos públicos para os debates. As entidades privadas também poderão participar das discussões, assim como especialistas no setor portuário, desde que convidados pela pasta.
Segundo o deputado federal Beto Mansur, que participou das discussões que culminaram na criação do grupo de trabalho, os debates vão se concentrar no cais santista. “O Governo busca soluções que garantam a perenidade e a eficiência na manutenção da geometria e da profundidade do Porto de Santos. Esse é o foco do grupo de trabalho”, destacou.
Inicialmente, os envolvidos terão 90 dias para discutir o assunto, mas o prazo pode ser prorrogado por igual período pelo Governo Federal.
Proposta da iniciativa privada, o grupo analisará a proposta enviada por entidades que atuam no cais santista ao Governo Federal em agosto. Ela prevê a criação de um consórcio formado por arrendatários, operadores portuários, terminais privados e, possivelmente, a Codesp.
O plano prevê que a nova empresa tenha como único objetivo garantir a dragagem do Porto de Santos. Como remuneração, ela receberia parte da tarifa destinada à manutenção das profundidades do cais santista.
A ideia de privatizar a gestão da dragagem do Porto surgiu diante da insatisfação dos usuários do cais santista em relação aos constantes problemas que envolvem a obra. Além das dificuldades do Governo em contratar o serviço, o setor acumula prejuízos causados pelo constante assoreamento (deposição de sedimentos).
Fonte: Newsletter APLOG

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Relação da cidade de Lisboa com o seu porto

No âmbito do ciclo de conferências "Ouvir Lisboa - O Tejo e o Mar" aceitei o convite para fazer uma intervenção sobre a relação da cidade de Lisboa com o rio e com o seu porto.


Foi na Associação Naval de Lisboa, na Doca de Belém, onde, entre outros, falei da importância das actividades ligadas à carga para a economia da Região de Lisboa.

Falei igualmente sobre alguns projectos previstos pelo porto de Lisboa, nomeadamente do terminal de contentores do Barreiro e do transporte de contentores por barcaças para a Castanheira do Ribatejo.

Procurei identificar alguns impactos possíveis desses projectos para a cidade de Lisboa.

Defendi também a necessidade de um planeamento conjunto entre o porto de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa para ciclos longos.

Os assuntos a planear em conjunto devem ser, por um lado, aqueles que digam respeito à expansão da cidade em direcção ao rio e, por outro lado, os locais para onde se deve expandir a actividade comercial do porto ligada à carga.

Uma das várias vias possíveis, para se conseguir esse objectivo seria a possibilidade da CML poder vir  a ter inerência no conselho de administração do porto de Lisboa.


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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Terminal do Barreiro «É uma zona, do ponto de vista da intermodalidade, extremamente bem servida”

Realizou-se recentemente um debate sobre a Actividade Portuária no Barreiro, que teve lugar no Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro. Num momento em que o projeto de Estudo de Impacte Ambiental avança, estimando-se para Junho a conclusão dos estudos e consequente emissão da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), o debate foi apenas o primeiro de vários que serão realizados sobre a temática.

Lídia Sequeira, Presidente do Porto de Lisboa, foi uma das presenças que gerava maior expectativa. E, sobre o projecto da Plataforma Multimodal do Barreiro (PMB), defendeu que este «permite a implantação de um terminal com caraterísticas técnicas adequadas para responder de forma faseada à evolução da procura prevista», ao mesmo tempo que «beneficia da proximidade da rede ferroviária nacional e da rede rodoviária nacional».

«É uma zona, do ponto de vista da intermodalidade, extremamente bem servida», salientou ainda Lídia Sequeira, acrescentando que o Barreiro «reúne as condições para se criar uma plataforma logístico-industrial competitiva». «Permitirá dinamizar a economia da Península de Setúbal, em particular desta Região do Barreiro, potenciando as indústrias exportadoras e captando novos investimentos, com a consequente criação de emprego», referiu ainda sobre um modelo de concessão que se espera «do tipo Build-Operate-Transfer (BOT)».

Relativamente aos efeitos directos do projecto, a Plataforma Multimodal do Barreiro deverá gerar a criação de 300 a 500 postos de trabalho directos na fase de construção e 1150 postos diretos na fase de exploração. Estima-se um impacto no PIB na Grande Região de Lisboa entre 7 a 12 mil milhões de euros, concretizou a Presidente do CA da APL.

Já o Vogal do C.A. da APL, Carlos Correia, referiu que «as conclusões do Estudo de Impacte Ambiental são muito favoráveis à prossecução deste projeto», lembrando o terminal projectado: definido como navio tipo um porta-contentores com capacidade 8.000TEU, com um comprimento de 352 metros.

Fonte: Cargo edições e Newsletter da APP